Quais exames um neurologista pode solicitar para investigar wnxaqueca?

Postado em: 07/07/2025

A Enxaqueca é uma das causas mais comuns de dor de cabeça intensa e incapacitante. Quem convive com esse tipo de crise sabe o quanto ela pode interferir nas atividades do dia a dia, na produtividade e na qualidade de vida. 

Investigar Enxaqueca

Quando os episódios se tornam frequentes ou muito intensos, é fundamental buscar o acompanhamento de um neurologista para investigação mais aprofundada.

Muitas vezes, o diagnóstico da enxaqueca é clínico, feito com base na história do paciente e nas características da dor. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário solicitar exames para confirmar o diagnóstico ou descartar outras condições neurológicas que podem se apresentar de forma semelhante.

A seguir, entenda como o neurologista avalia a enxaqueca e quais exames ele costuma pedir!

Quando é necessário investigar a enxaqueca com exames?

Nem toda dor de cabeça exige exames complementares. Na maioria dos casos, especialmente quando há um padrão típico de “Enxaqueca“ e sem sinais de alerta, o diagnóstico é feito com segurança apenas pela conversa com um neurologista qualificado e exame clínico. 

No entanto, há situações em que os exames são importantes, como: 

  • Início recente de dor de cabeça em pessoas acima de 50 anos.
  • Mudança no padrão das crises habituais.
  • Dores que pioram progressivamente.
  • Dores acompanhadas de febre, rigidez de nuca, perda de peso ou sintomas neurológicos.
  • Dores que surgem subitamente e com muita intensidade (chamada de “cefaleia em trovoada”).
  • Casos de enxaqueca com aura que apresentam sinais visuais, motores ou de fala prolongados.

Nesse tipo de situação, os exames ajudam a confirmar se estamos lidando com uma enxaqueca primária, e não com uma dor de cabeça secundária, causada por outras condições neurológicas ou sistêmicas.

Quais exames de imagem são mais comuns na investigação da enxaqueca?

Os exames de imagem são os mais frequentemente solicitados quando há necessidade de investigação adicional da enxaqueca. Confira os mais comuns!

1. Ressonância magnética do crânio (RM de crânio)

Proporciona imagens detalhadas do cérebro, sendo útil para descartar tumores, malformações vasculares ou sinais de esclerose múltipla.

Pode mostrar alterações sutis associadas à enxaqueca crônica, como áreas de hipersinal na substância branca.

2. Tomografia computadorizada (TC de crânio)

Mais rápida que a ressonância, a TC é útil em situações de emergência. Ela ajuda a identificar sangramentos, fraturas ou hidrocefalia, por exemplo

Esse exame é menos sensível que a RM para alterações finas do tecido cerebral.

3. Angiorressonância ou angiotomografia cerebral

Avaliam os vasos do cérebro e são indicadas em casos com suspeita de aneurismas, dissecções ou malformações vasculares. Também podem ser solicitadas em enxaquecas com aura atípica ou persistente.

Quais exames laboratoriais podem ser úteis para pacientes com enxaqueca?

Além dos exames de imagem, o neurologista pode solicitar alguns exames de sangue para investigar causas secundárias de dor ou avaliar o estado geral de saúde do paciente. 

Entre os exames laboratoriais mais comuns que podem ser pedidos estão:

  • Hemograma completo: identifica infecções, inflamações ou anemia.
  • Função tireoidiana (TSH e T4 livre): alterações da tireoide podem influenciar o padrão das dores de cabeça.
  • Vitamina B12 e ácido fólico: níveis baixos estão associados a disfunções neurológicas e podem piorar quadros de enxaqueca.
  • Ferro e ferritina: a deficiência de ferro pode ser um fator agravante, especialmente em mulheres.
  • Velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR): servem para investigar processos inflamatórios ou doenças autoimunes.

Atenção:

Em pacientes com crises muito frequentes ou uso excessivo de analgésicos, também é importante investigar função renal e hepática, já que esses órgãos são diretamente impactados pelo uso contínuo de medicamentos.

Existe algum exame específico para diagnosticar enxaqueca?

É importante lembrar que não existe um exame exclusivo que comprove a enxaqueca. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na conversa com o paciente, nas características das crises e na exclusão de outras causas.

No entanto, existem questionários e escalas padronizadas que ajudam o neurologista a avaliar o impacto da dor de cabeça na vida do paciente, como:

  • Escala MIDAS (Migraine Disability Assessment).
  • Questionário HIT-6 (Headache Impact Test).

Essas ferramentas não substituem exames, mas são muito úteis para entender o grau de impacto da enxaqueca na funcionalidade do paciente e para orientar o melhor plano de tratamento.

Por que o acompanhamento com neurologista faz diferença?

Muitas pessoas convivem com enxaqueca por anos, tratando as crises isoladamente com analgésicos e tentando se adaptar à dor. 

Mas quando o tratamento é feito com base em uma avaliação neurológica completa, que inclui ou não exames complementares, conseguimos ir além do alívio momentâneo.

Com a identificação do tipo de enxaqueca, da frequência e dos fatores desencadeantes, é possível propor um tratamento preventivo, com mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos específicos — inclusive novas terapias mais modernas que têm sido aprovadas nos últimos anos.

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Dra. Nancy Huang

Neurologista 

CRM 90846/SP | RQE 23895

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Dra. Nancy Huang
Neurologista
CRM: 90846/SP
RQE: 23895


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